Como construir um negócio lucrativo?

Um dos grandes desafios de empreender é manter a empresa viva no mercado ao longo do tempo, sabemos que o resultado da sustentabilidade da organização e de sua perpetuação ao longo do tempo se dá muitas das vezes pela capacidade do gestor de se reinventar e criar estratégias para fazer com que a empresa se adeque as nuances do mercado. 

Mas vamos combinar, dar uma estudada no mercado, definir estratégias e ficar de olho nos resultados faz muita diferença!

Me atrevo até a dizer que é o grande diferencial das empresas que conseguem se manter no mercado por muitos e muitos anos em relação àquelas que fazem parte da lamentável estatística das empresas que fecham as portas antes de completar dois anos de existência. 

No artigo dessa semana vou citar algumas formas de como construir um negócio lucrativo. Acompanhe. 

Antes de iniciar a abordagem dos tópicos, permita-me esclarecer uma coisa: ter um negócio lucrativo não tem relação com o valor do faturamento da sua empresa.

 A lucratividade do empreendimento estará relacionada diretamente à capacidade da empresa pagar as contas e sobrar um valor que seja superior ao seu ponto de equilíbrio, ou seja, o lucro. 

A lucratividade possui relação direta com as decisões que são tomadas no negócio, neste momento o gestor precisa ter a perspicácia para analisar se determinadas decisões trarão resultados positivos ou não para a empresa. Pois não adianta a empresa ter um faturamento alto e estar endividada com problemas para pagar as contas. 

Todos os contratos firmados precisam trazer algum tipo de resultado para o negócio, caso contrário o empresário estará apenas brincando de repassar dinheiro. 

Não entendeu?! Explico. Quando digo “brincar de repassar dinheiro” e receber aqui do cliente e repassar para pagar as despesas sem sobrar nada. 

Dito isto, vamos aos principais passos para fazer a mágica da geração de lucros acontecer com mais facilidade. 

1. Tenha um planejamento financeiro 

Não há sombra de dúvidas que ter um planejamento financeiro faz toda a diferença na hora da tomada de decisão.

Além do mais, com base no planejamento financeiro é possível saber com antecedência se com o faturamento e despesas estimadas há a possibilidade da empresa obter lucro ou prejuízo. 

O gestor precisa desenvolver esta habilidade de fazer estas contas desde sempre e levar em consideração ao tomar decisões.

Além disso, precisa identificar se estas estarão trazendo benefícios para o negócio que justifiquem o custo e se a empresa terá caixa suficiente para cobrir tais desembolsos. 

Se a resposta for, talvez ou até mesmo não, significa que o investimento é dispensável naquele momento.

Outra pergunta clássica que também podemos fazer é: “Isso é essencial neste momento para a operação da empresa? ou pode aguardar um pouco mais?”

Existem algumas decisões de compra ou de investimento em que o custo de não realizar naquele momento pode ser maior do que o próprio desembolso. 

Neste caso, vale a pena realizar, mas o planejamento financeiro dará a visão clara ao gestor sobre o impacto dessa decisão e sinaliza que é necessário reduzir custos em outra área para compensar o investimento. 


2. Controle os seus custos e despesas

Não dá para controlar aquilo que não se mede, não é verdade? Então se você não sabe quanto gasta por mês na sua empresa por área, não será possível fazer previsões nem identificar se está gastando muito ou pouco. 

O controle de custos e despesas é a base de qualquer tomada de decisão no que se refere às finanças.

Não se trata apenas de emitir os extratos bancários diariamente e verificar se foram pagas todas as despesas ou se o dinheiro que está na conta vai dar para arcar com as mesmas. 

O controle de custos e despesas por meio do lançamento e classificação dos mesmos por tipo irá facilitar ao gestor a tomada decisão sobre quais desembolsos estão sendo mais onerosos. 

Alguns exemplos dos tipos de custos e despesas são: Custo com Pessoal, água, energia, telefone, fornecedores, gastos com vendas, marketing, propaganda, entregas, fretes, tarifas bancárias, juros pagos e recebidos e etc. 

Falando em custos e despesas, quer saber como fechar o mês no azul? Então o artigo abaixo é para você: 

Artigo:  5 dicas para fechar o mês no azul


3. Tenha um estratégia de formação de preço de venda

O preço de venda dos produtos e serviços costuma ser a espinha dorsal do equilíbrio financeiro da empresa. 

Saber os custos, as despesas e o percentual de lucro estimado, facilita no momento da formação de preço. 

Usar uma ferramenta para formação de preço fará com que o gestor consiga compor o preço de venda das mercadorias ou serviços com base em informações sólidas.

Esta prática elimina em 99% o risco de errar na hora de passar o preço para o cliente e evita que o gestor caia na armadilha de quando o cliente diz que “está caro”. 

Muitas vezes o empresário ou vendedor que está representando a empresa cai nesta armadilha. No impulso de vender para aquele cliente acaba reduzindo o preço para fechar a venda e esquece de analisar se está fazendo um bom negócio para a empresa. 

É neste momento que a empresa corre o risco de brincar de repassar dinheiro ao invés de gerar lucros. Pois um contrato onde a empresa apenas receba o valor para pagar os custos não pode ser considerado um bom contrato, isso ao longo tempo não é capaz de sustentar uma operação comercial. 

Você pode estar se perguntando: “ Então vou perder a venda?!”. A resposta é: A decisão é sua de perder ou não a venda, mas se você conhecer todos os elementos necessários para formar o preço de venda dos seus produtos ou serviços, você só venderá no prejuízo se quiser. 

O maior desafio da empresa não deveria ser concorrer por quem vende o produto mais barato, mas sim, quem detém uma estratégia melhor de redução de custos para aí sim ter um preço mais competitivo, ou simplesmente mostrar a seu cliente o valor do seu produto ou serviço e por isso justificar o motivo de ele ser um pouco mais caro do que o mercado.

4. Analise as tendências do mercado

A análise das tendências do mercado é essencial para servir como um termômetro para o seu negócio. Existem alguns segmentos que são muito nervosos no que se refere à questão de preço e uma pequena oscilação no mercado faz com que a empresa consiga obter maior ou menor lucro. 

Estar atento às tendências do mercado permite ao gestor tomar decisões alinhadas com as mesmas e assim conseguir lucrar mais. 

Um exemplo clássico disso é a lei da oferta e da procura. Quando existem muitas pessoas procurando por um produto que apenas a sua empresa tem é possível aumentar a margem de lucro do mesmo.

Da mesma forma, quando a sua empresa está com um produto que todos os concorrentes do mercado estão vendendo por um preço inferior, com qualidade similar e existem poucas pessoas no mercado dispostas a adquirir o produto o jogo se inverte, a sua empresa precisará investir mais esforços para fazer a venda e até mesmo vender um pouco mais barato para conseguir escoar a mercadoria (no caso de produtos físicos). 

Mas uma coisa é certa, se você conhecer os custos, o ponto de equilíbrio e formar adequadamente o preço de venda da sua empresa, venderá no prejuízo apenas se quiser, ou se fizer parte da estratégia da sua empresa naquele momento (coisa que acho bem difícil alguém em sã consciência querer operar no prejuízo). 

Se você quer saber como calcular o ponto de equilíbrio da sua empresa leia o artigo: 

Artigo: Ponto de Equilíbrio: aprenda o que é e como calculá-lo para maximizar os resultados da sua empresa

5. Fique atento aos indicadores

Os indicadores como o próprio nome sugere vão indicar as Dores do negócio, serão eles os grandes responsáveis por apontar se as decisões tomadas estão trazendo resultados positivos ou negativos para o negócio. 

O acompanhamento dos indicadores é essencial para verificar se as metas estão sendo cumpridas e se as ações estão sendo eficazes no que diz respeito ao alcance da lucratividade. 

Os indicadores também serão bases para a tomada de decisões e realização dos ajustes e correções necessárias na estratégia. 

Se você quer saber mais sobre indicadores, sugiro a leitura do artigo abaixo: 

Artigo: Indicadores: O que são e como podem ser úteis para a sua empresa?

Se você gostou deste artigo, compartilhe com mais pessoas para contribuir para um país mais forte por meio do empreendedorismo. Não esqueça de deixar o seu comentário abaixo e nos acompanhar por meio das nossas redes sociais, que estão no topo desta página. 

Te vejo no próximo artigo. 🙂 



Author: Aparecida Amaral
Administradora de formação pela Universidade Federal de Alagoas, em 2015 recebeu a Certificação Como gerente da Qualidade pelo Quality Total Institute Latino-americano (Chile), é Avaliadora do Prêmio Estadual da Qualidade em Alagoas (ciclos 2015, 2016 e 2017). Possui Experiência na Implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade: Modelo de Excelência da Gestão (MEG) e ISO 9001. Atua Como consultora organizacional pela Implantta Consultoria.