Misturar patrimônio dos sócios com dinheiro da empresa não é uma boa ideia!

Da série 10 erros que podem levar sua empresa a falência em menos de dois anos. 

Sabemos que quando uma empresa vai iniciar as atividades os sócios injetam recursos na mesma, é o chamado Capital social. 

Esse valor pode ser integralizado de forma total ou a medida em que for surgindo a necessidade nos primeiros meses de vida da empresa. 

Até aí tudo bem…o problema é quando isso se torna uma constante e tanto a  empresa quanto o empresário acabam entrando em um ciclo vicioso de não saber exatamente de quem é o recurso que está sendo usado naquele momento. 

Pensando nisso, escrevi este artigo com as consequências dessa mistura e como evitá-la. Acompanhe: 

1. Por que devemos separar os recursos da empresa do capital dos sócios? 

O primeiro e talvez o mais importante motivo é que o principal intuito de uma empresa é gerar lucro e fazer com que a operação seja capaz de pagar os custos para sua realização.

Se  os sócios precisam injetar capital para manter a operação pelo motivo da empresa não conseguir pagar as suas contas ou se são feitas retiradas indevidas por parte dos sócios, a sobrevivência da empresa  estará prejudicada.

Em segundo lugar,  a mistura dos recursos dos sócios com os da empresa podem gerar gastos elevados para a mesma.  Devido à ausência de controle financeiro por parte do sócios, estes passam a acreditar que todos os recursos da empresa podem ser usados em seu favor de forma ilimitada. 

2. O que fazer para evitar a mistura dos recursos da empresa com os do sócio? 

A primeira atitude a ser tomada é implementar controles financeiros e separar as contas para que seja possível identificar quais contas são referentes a empresa e quais são dos sócios/proprietários. 

Quer saber qual a melhor forma de implementar controles financeiros na sua empresa e qual ferramenta é mais adequada para a sua realidade? Dá uma olhada no segundo artigo da série abaixo: 

A Ausência de controles financeiros pode ser fatal

Uma vez realizado controle financeiro o empresário precisa definir um valor para Pró-labore, que é a remuneração do sócio pelo seu trabalho.

A definição deste valor permite ao gestor delimitar o montante de recursos que terá disponível para arcar com as suas contas pessoais mensalmente sem comprometer as atividades e lucro da empresa. 

            É importante ter em mente que os recursos da empresa deverão ser utilizados para arcar com a sua operação.

O lucro que possivelmente possa ser auferido ao final do exercício, poderá ser distribuído aos sócios ou reinvestido em favor da empresa. 

A terceira ação que pode ser tomada é o planejamento financeiro, que deverá ser feito tanto para a empresa quanto para o empresário. 

A grande dificuldade da maioria dos gestores em definir o pró-labore e separar os recursos da empresa em relação às suas próprias finanças é a ausência de planejamento financeiro. 

Por exemplo, se o gestor pretende fazer um investimento pessoal, ele precisa verificar se o seu pró-labore é suficiente para arcar com os custos de tal investimento. Caso não seja suficiente duas coisas precisam ser analisadas.

Primeiro: A empresa terá capital suficiente para emprestar esse valor para o sócio realizar  investimento? 

Segundo: A retirada do capital irá comprometer a operação da empresa? 

            Se as respostas para essas perguntas for não, talvez o momento não seja adequado para a realização do empréstimo a sócios. 

            Um dos grandes perigos à sobrevivência da empresa chama-se falta de planejamento! Acompanhe o primeiro artigo da série e saiba como proteger a sua organização deste problema. 

# Erro número 1: Ausência de Planejamento

3. Ações necessárias para separar capital da empresa x dos sócios 

Algumas atitudes são essenciais e necessárias para conseguir separar de uma vez por todas o capital da empresa e dos sócios. É imprescindível colocá-las em prática para garantir  as mudanças necessárias para o sucesso da sua organização. 

3.1 Defina o valor do pró-labore e percentual de participação de cada um dos sócios

Geralmente a participação societária é definida no momento da constituição da empresa, onde fica estabelecido a participação de cada sócio no lucro, para empresas individuais a participação será sempre 100%. 

Adicionalmente a isso, é importante definir o valor do pró-labore ou salário dos sócios ou proprietários. 

3.2 Tenha contas correntes PF e PJ e mantenha as contas separadas

Uma das grandes armadilhas que ameaçam o equilíbrio das contas da empresa e da pessoa física é não ter separadas as contas pessoa física e pessoa jurídica, ou pagar contas de pessoa física na conta pessoa jurídica ou vice-versa. 

Para evitar que isso aconteça é essencial manter os recebimentos da empresa na conta Pessoa Jurídica e transferir para a conta pessoa física o valor destinado ao pró-labore. 

Atualmente os bancos digitais facilitam a aquisição de contas pessoa jurídica por valores muito acessíveis ou até mesmo de forma gratuita, dependendo do volume de movimentação da empresa. 

O Banco Inter, por exemplo, garante isenção na abertura  e manutenção de contas PJ,  além da emissão de até 100 boletos gratuitos assim como a gratuidade das taxas referentes a TED e Doc que são transferências eletrônicas para outros bancos. 

3.3 Caso precise pegar o empréstimo, lembre-se de devolver 

Sabemos que imprevistos acontecem…então se você precisar pegar um empréstimo com a sua empresa, lembre-se de uma coisa chamada custo de oportunidade! 

O dinheiro da empresa que você usa hoje poderia estar sendo reinvestido para fazer a mesma crescer e se desenvolver. Então, se você precisar retirar capital da mesma tenha o cuidado de fazer a devolução, mesmo que seja em suaves prestações. 

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Te vejo no próximo artigo. 🙂



Author: Aparecida Amaral
Administradora de formação pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em 2015 recebeu a Certificação Como gerente da Qualidade pelo Latin American Quality Institute (Chile), é Avaliadora do Prêmio Estadual da Qualidade em Alagoas (ciclos 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019). Possui Experiência na Implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade: Modelo de Excelência da Gestão (MEG) e ISO 9001. Atua Como consultora organizacional pela Implantta Consultoria.